quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MOMENTO COM A PALAVRA 02.10.14

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,1-5.10
Naquela hora,
1Os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram:
"Quem é o maior no Reino dos Céus?"
2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles
3e disse:
"Em verdade vos digo,
se não vos converterdes,
e não vos tornardes como crianças,
não entrareis no Reino dos Céus.
4Quem se faz pequeno como esta criança,
esse é o maior no Reino dos Céus.
5E quem recebe em meu nome uma criança como esta,
é a mim que recebe.
10Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
pois eu vos digo que os seus anjos nos céus
vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.
Palavra da Salvação.
REFLEXÃO
Este trecho do Evangelho que nos é proposto pela Igreja na comemoração da memória dos santos Anjos da Guarda é um paralelo ao trecho que meditamos ontem, porém nos apresenta um acréscimo muito importante, que não podemos desconsiderar: a assistência que Deus concede a todos os que são pequenos e a necessidade que existe de valorizarmos aqueles que são os desvalidos do mundo, pois os seus anjos no céu vêem sem cessar a face de Deus. Devemos receber em nome de Jesus todas as crianças, assim como todos os demais desvalidos e excluídos da sociedade para recebermos o próprio Cristo, presente neles.


domingo, 28 de setembro de 2014

MOMENTO COM A PALAVRA 28.09.14

Evangelho - Mt 21,28-32
Arrependeu-se e foi. Os cobradores de impostos
e as prostitutas vão entrar antes de vós no Reino do céu.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,28-32
Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes
e anciãos do povo:
28Que vos parece?
Um homem tinha dois filhos.
Dirigindo-se ao primeiro, ele disse:
`Filho, vai trabalhar hoje na vinha!'
29O filho respondeu: `Não quero'.
Mas depois mudou de opinião e foi.
30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa.
Este respondeu: `Sim, senhor, eu vou'.
Mas não foi.
31Qual dos dois fez a vontade do pai?'
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam:
'O primeiro.'
Então Jesus lhes disse: 'Em verdade vos digo,
que os publicanos e as prostitutas
vos precedem no Reino de Deus.
32Porque João veio até vós, num caminho de justiça,
e vós não acreditastes nele.
Ao contrário,
os publicanos e as prostitutas creram nele.
Vós, porém, mesmo vendo isso,
não vos arrependestes para crer nele.
Palavra da Salvação.




REFLEXÃO 
O texto que nos é proposto neste domingo situa-nos em Jerusalém, na etapa final da caminhada terrena de Jesus. Pouco antes, Jesus entrara em Jerusalém e fora recebido em triunfo pela multidão (cf. Mt 21,1-11); no entanto, o entusiasmo inicial da cidade foi sendo substituído, aos poucos, por uma recusa categórica em acolher Jesus e o seu projeto.
Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo – os líderes religiosos judaicos – aparecem como o motor da oposição a Jesus. Eles não estão dispostos a reconhecer Jesus como o Messias de Deus e a aceitar que Ele tenha um mandato de Deus para propor aos homens uma nova realidade – a realidade do Reino. Há uma tensão no ar, que anuncia a proximidade da paixão e da morte de Jesus.
No quadro que antecede o episódio que nos é hoje proposto – mas que está em relação direta com ele – os líderes judeus encontraram-se com Jesus no Templo; perguntaram-Lhe com que autoridade Ele agia e quais eram as suas credenciais (cf. Mt 21,23-27). Jesus respondeu-lhes convidando-os a pronunciarem-se sobre a origem do baptismo de João. Os líderes judaicos não quiseram responder: se dissessem que João Baptista não vinha de Deus, tinham medo da reação da multidão (que considerava João um profeta); se admitissem que o baptismo de João vinha de Deus, temiam que Jesus lhes perguntasse porque não o aceitaram… Diante do silêncio embaraçado dos seus interlocutores, Jesus deu-lhes a entender que não tinha uma resposta para lhes dar, enquanto eles continuassem de coração fechado, na recusa obstinada da novidade de Deus (anunciada por João e proposta pelo próprio Jesus).
Na sequência, Jesus vai apresentar três parábolas, destinadas a ilustrar a recusa de Israel em acolher a proposta do Reino. Com elas, Jesus convida os líderes da nação judaica a refletir sobre a situação de “gueto” em que se instalaram e a reconhecerem o sem sentido das suas posições fixistas e conservadoras. O nosso texto é a primeira dessas três parábolas.

A parábola dos dois filhos ilustra duas atitudes diversas diante dos desafios e das propostas de Deus.
O primeiro filho foi convidado pelo pai a trabalhar “na vinha”. A sua primeira resposta foi negativa: “não quero”. No contexto familiar da Palestina do tempo de Jesus, trata-se de uma resposta totalmente reprovável, particularmente porque uma atitude deste tipo ia contra todas as convenções sociais… Enchia um pai de vergonha e punha em causa a sua autoridade diante dos familiares, dos amigos, dos vizinhos. No entanto, este primeiro filho acabou por reconsiderar e por ir trabalhar na vinha (vers. 28-29).
O segundo filho, diante do mesmo convite, respondeu: “vou, sim, senhor”. Deu ao pai uma resposta satisfatória, que não punha em causa a sua autoridade e a sua “honra”. Ficou bem visto diante de todos e todos o consideraram um filho exemplar. No entanto, acabou por não ir trabalhar na vinha (vers. 30).
A questão posta, em seguida, por Jesus, é: “qual dos dois fez a vontade do pai?” A resposta é tão óbvia que os próprios interlocutores de Jesus não têm qualquer dificuldade em pronunciar: “o primeiro” (vers. 31). A parábola ensina que, na perspectiva de Deus, o importante não é quem se comportou bem e não escandalizou os outros; mas, de acordo com a lógica de Deus, o importante é cumprir, realmente, a vontade do pai. Na perspectiva de Deus, não bastam palavras bonitas ou declarações de boas intenções; mas é preciso uma resposta adequada e coerente aos desafios e às propostas do Pai (Deus).

É certo que os fariseus, os sacerdotes, os anciãos do Povo, disseram “sim” a Deus ao aceitar a Lei de Moisés… A sua atitude – como a do filho que disse “sim” e depois não foi trabalhar para a vinha – foi irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais; mas, do ponto de vista do cumprimento da vontade de Deus, a sua atitude foi uma mentira, pois recusaram-se a acolher o convite de João à conversão. Em contrapartida, aqueles que, de acordo com o “política e religiosamente correto” disseram “não” (por exemplo, os cobradores de impostos e as prostitutas), cumpriram a vontade do Pai: acolheram o convite de João à conversão e acolheram a proposta do Reino que Jesus veio apresentar (vers. 32). Lida no contexto do ministério de Jesus, esta parábola dava uma resposta àqueles que O acusavam de acolher os pecadores e os marginais – isto é, aqueles que, de acordo com as “convenções”, disseram não a Deus. Jesus deixa claro que, na perspectiva de Deus, não interessam as convenções externas, mas a atitude interior. O que honra a Deus não é o que cumpre ritos externos e que dá “boa impressão” às massas; mas é o que cumpre a vontade de Deus. Mais tarde, a comunidade de Mateus leu a mesma parábola numa perspectiva um pouco diversa. Ela serviu para iluminar a recusa do Evangelho por parte dos judeus e o seu acolhimento por parte dos pagãos. Israel seria esse “filho” que aceitou trabalhar na vinha mas, na realidade, não cumpriu a vontade do Pai; os pagãos seriam esse “filho” que, aparentemente, esteve sempre à margem dos projetos do Pai, mas aceitou o Evangelho de Jesus e aderiu ao Reino.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ENTRONIZAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO EM LAGOA DA CRUZ


"A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: 'Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo'"(Mt 28, 20) [ECCLESIA DE EUCHARISTIA].
Ontem (24) na comunidade São Francisco em Lagoa da Cruz na abertura das festividades de São Francisco, aconteceu também a entronização do Santíssimo Sacramento na vida desta comunidade. 
a celebração eucarística aconteceu em um clima de muita alegria e ansiedade pela concretização de um sonho para os cristãos desta comunidade. Registramos também a presença de representantes das várias comunidades que formam a Paróquia Nossa Senhora das Dores, reafirmando cada dia mais o senso de unidade paroquial.
aproveitando o ensejo convidamos a todos a participarem das festividades de São Francisco com missas e novenas todas as noites. 

Crédito das imagens e dos arranjos florais: Liliane Gomes. 








MOMENTO COM A PALAVRA 25.09.14

Evangelho - Lc 9,7-9

Eu mandei degolar João.
Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,7-9
Naquele tempo: 
7O tetrarca Herodes ouviu falar 
de tudo o que estava acontecendo, 
e ficou perplexo, porque alguns diziam 
que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 
8Outros diziam que Elias tinha aparecido; 
outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 
9Então Herodes disse: 'Eu mandei degolar João. 
Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?' 
E procurava ver Jesus. 
Palavra da Salvação. 

Reflexão - Lc 9, 7-9

Vemos o surgimento de diferentes formas de misticismo e as diferentes religiões estão se multiplicando por todos os lados. Para nos defender, afirmamos que existem falsos profetas que ficam enganando o povo para ganhar dinheiro e fazer da religião meio de vida. À luz do Evangelho de hoje, podemos analisar este fato. As pessoas falam muitas coisas a respeito de Jesus, embora muitas vezes porque desconhecendo verdade, e esse desconhecimento se dá porque não evangelizamos como devemos e também porque conhecemos a nossa fé de modo superficial, mas não admitimos a nossa ignorância e manifestamos nossa opinião como verdade de fé, basta ver o acúmulo de bobagens que cristãos de meia tigela veiculam na Internet, em sites que afirmam ser católicos , mas que na verdade são caóticos e escondem Jesus.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A ORAÇÃO DO NOME DE JESUS [TEXTO 05]



A Oração do Nome de Jesus
A oração do nome de Jesus pode ser considerada como primeiro mantra cristão. Suas raízes vêm lá dos desertos do Egito onde os monges antigos a praticaram e ensinaram.
“A prece de Jesus era o esteio da vida de muitos padres do deserto. Para eles, era a arte das artes e a ciência das ciências. Eles acreditavam que a meditação sobre essa prece acabava levando o meditador á forma mais alta da perfeição humana. Para isso, os pré-requisitos eram humildade genuína, sinceridade, persistência e pureza. São Nilo, um mestre de oração, nos deixou instruções especificas para que possamos atingir a quietude necessária à eficácia da prece. Ao acordar, o monge deve ficar sentado por uma hora ou mais num banquinho baixo na solidão de sua cela e recolher a mente de suas perambulações externas costumeiras e levá-la ao coração através da respiração, que deve se manter ligada à seguinte prece: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim. Dizia-se, quando praticada corretamente, a prece de Jesus se tornava espontânea e instintiva como a respiração, acompanhando e purificando todas as atividades no decorrer do dia. Acredita-se que aprendendo a rezar sempre, como foi dito por S. Paulo, mesmo no meio da atividade, os padres do deserto atingiam a estatura de Cristo e gozavam de perfeita pureza de coração. Eles conheciam este estado como “quies” (repouso), a versão cristã do Nirvana, descrita pelo estudioso cristão Thomas Merton como capacidade de estar aqui e agora sem preocupações. Esse estado permitia que o eu superficial fosse purgado e favorecia a emergência gradual do eu verdadeiro e secreto, no qual o fiel e Cristo eram um só espírito. Ou, como diz São Nilo, o praticante seria capaz de abandonar... os muitos e variados e se unir ao Um, o único e unificante numa união que transcende a razão”.
A tradição cristã oriental a preservou de modo bem mais carinhoso que o ocidente. Os Relatos de um Peregrino Russo falam desta prática de forma belíssima.
“Resumidamente trata-se de pronuncia uma fórmula concisa e clara em que entre o nome de Jesus. Ela é pronunciada com ritmo, para o que ajuda bastante unir a repetição ao ritmo respiratório ou às batidas do coração. É importante impor-se a disciplina de não deixar passar um só dia sem praticar, ao menos dentro de um período que oscile entre os 20 e os 30 minutos, a repetição do Nome, de um modo mais consciente e sentido em maior profundidade. Recomenda-se não variar a fórmula, que pode ser a tradicional “Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador” ou então unicamente o nome de Jesus. É preciso procurar que, pouco a pouco, a pronúncia do santo nome de Jesus se entenda aos diversos momentos da atividade diária. Prestar-se-ão a isso, em primeiro lugar, os períodos de tempo mais mecânicos, que requerem menos atividade mental: caminhar de um lugar para outro, trabalhar manualmente, esperar o ônibus etc.; cada vez mais, o Nome irá invadindo misteriosamente os tempos restantes da atividade diária até – como já mostramos – penetrar no próprio repouso noturno. [...] Começará a nascer espontaneamente uma etapa menos ativa, no sentido ocidental da palavra, em que a graça age muito mais diretamente. Podemos dizer que o nome de Jesus agora já não é pronunciado ativamente, porém, muito mais escutado como uma íntima vibração espiritual, que surge do coração da pessoa, de modo cada vez mais contínuo e inefável. Já é a atitude de oração contínua que estamos buscando. É também um modo silencioso de integrar oração e vida. Porque a oração de Jesus, em sua meta final é muito mais que um simples método repetitivo: é o tesouro escondido que os Padres do Deserto procuravam ardentemente, empregando por vezes para isso a vida toda; um tesouro que se torna silencioso orante, ou solidão sonora, ou música silenciosa; é o que os padres chamavam de hesychía”.
Este é o centro do método hesicasta, muito valorizado na tradição bizantina. O Peregrino Russo vai praticá-lo de modo admirável. Consiste essencialmente na descida ao coração por meio do nome de Jesus. “Levar a mente ao coração” ou “voltar a atenção da mente para o coração”, assim se fala deste método na tradição hesicasta.

[CUNHA, Domingos. Meditação Cristã, uma oração integradora. Paulus, 2006].

terça-feira, 23 de setembro de 2014

IGREJA DE SÃO ROQUE

"Que poderei retribuir ao Senhor por tudo aquilo que ele nos fez" - Sl 115
Estamos vivendo um tempo especial em nossa paróquia, um tempo de profunda renovação espiritual e pastoral. E esta renovação transcende todas as dimensões da vida paroquial em comunidade. Louvamos a Deus pelo belo período em que vivemos.
Nesse sentido a Comunidade de São Roque avança na construção de sua Igreja. Nessa semana ETAPA TELHADO...

CATEQUESE MARIANA NA FESTA DE NOSSA SENHORA DAS DORES 2014

Catequese mariana
“Deus ajuntou todas as águas e deu nome de mar,
e ajuntou todas as graças e deu nome de Maria” (São Luiz de Montfort).
Saudações fraternas a todos os nossos paroquianos e visitantes que viveram conosco a festa de Nossa Senhora. A festa deste ano teve como temática central um mergulho no mistério de Jesus Cristo por meio da Palavra. É de imensa significância a catequese que Jesus vai fazendo com os dois discípulos a caminho de Emaús.
A catequese foi profunda, ao ponto de os discípulos sentirem um fogo a dominar o coração, um fogo próprio de quem se deixa cativar pela Palavra de Deus. E todo o processo culmina na partilha da Eucaristia, na partilha da vida em comunidade.
De certa forma vivemos essa experiência dos discípulos de Emaús, a experiência de caminharmos com o Divino salvador nesses dez dias de festa, tivemos a bela oportunidade de sermos catequizados pelo próprio Mestre e Senhor na busca de um crescimento no nosso discipulado.
Não podemos deixar de mencionar a presença sempre animadora da Mãe de Deus nesse nosso trajeto. Reunidos com a intenção de reverenciarmos tão significativa mulher nos encontramos na intimidade com o seu Filho Jesus.
Apresentamos neste pequeno livreto as nossas catequeses marinas, a saber, temas que foram trabalhados nesta festa e que nos ajudarão a reafirmar a nossa fé, devoção e respeito a Nossa Senhora.   
Boa leitura a todos com as bênçãos do Deus-Trindade e os auxílios da Mãe das Dores. 
Quem desejar adquirir o livreto das catequeses marianas deixe seu recado aqui em nossa página no face e pode pegar na secretaria da paróquia. É gratuito. 
Pe. Felipe Ribeiro