quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O TEMPO DO ADVENTO


O tempo do advento

         A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.
O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.
Teologia do Advento:

         O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos.
 O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.
A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.
A espiritualidade do advento
A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. 
Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo, mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Maranatha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

http://www.saomiguelsd.com/doc/formacao/o_tempo_do_advento.html

MOMENTO COM A PALAVRA DE DEUS 04.12.14

5ª FEIRA da 1ª SEMANA Advento

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 7,21.24-27
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
2lNem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor',
entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática
a vontade de meu Pai que está nos céus.
24Portanto, quem ouve estas minhas palavras
e as põe em prática,
é como um homem prudente,
que construiu sua casa sobre a rocha.
25Caiu a chuva, vieram as enchentes,
os ventos deram contra a casa,
mas a casa não caiu,
porque estava construída sobre a rocha.
26Por outro lado,
quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática,
é como um homem sem juízo,
que construiu sua casa sobre a areia.
27Caiu a chuva, vieram as enchentes,
os ventos sopraram e deram contra a casa,
e a casa caiu, e sua ruína foi completa!'
Palavra da Salvação.


Somente quem faz a vontade do Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. Jesus veio até nós para nos revelar quem é o Pai, assim como a sua vontade, para que, a partir do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do Reino. Por isso, todos os que desejam a vida eterna devem fundamentar a sua existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele pregou no Evangelho, colocando em prática a vontade do Pai, que Jesus, ao se fazer homem e vir ao mundo, revelou para todos nós.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CARACTERÍSTICAS DA TERRA DE ISRAEL



Entre Serras e Planícies, um povo luta pela vida
Neste tema vamos considerar as regiões naturais da terra de Israel: a região do litoral do mar Mediterrâneo, a região das montanhas da Cisjordânia, a fossa jordânica e a região montanhosa da Transjordânia. Vamos conhecer algumas características, as cidades mais importantes, a fauna e a flora, com alguns paralelos com o Brasil.
Regiões naturais da terra de Israel
No estudo anterior, as medidas indicaram que a terra de Israel, de fato, é muito pequena comparada ao Brasil. Mesmo sendo tão pequena podem-se distinguir na terra de Israel quatro regiões naturais: a faixa litorânea, a região das montanhas na Cisjordânia, a fossa Jordânica e a região das montanhas na Transjordânia.
Faixa litorânea, um celeiro à beira do mar.
É uma faixa de terá ao longo do mar Mediterrâneo. Começa em Gaza, a região de baixas colinas ao sul, e vai até Tiro, ao norte. Tem cerca de 208km de comprimento. Compreende a planície dos Filisteus, a Costeira, a de Saron, a de Jezrael e a de Aser, ricas em oliveiras e grãos (Jz 15,5). São regiões muito férteis por causa das abundantes chuvas. Na região de Gaza, que faz divisa com o deserto, as chuvas e a agricultura são escassas.
A estrada mais importante, de comunicação internacional, passa por essa região entre planícies e montanhas; chama-se estrada do Mar (via Maris; cf. Is 8,23). Começa no Egito, costeia o Mediterrâneo e, na altura da planície de Jesrael ou Esdrelon, segue em direção a Tiro e Damasco, capital da Síria. Ao longo da estrada do Mar, situam-se cidades importantes e fortificadas, como: Laquis, Lebna, Jâmnia, Cesareia Marítima e outras.
Região das montanhas da Cisjordânia: entre serras e planícies, o povo constrói sua história.
A região das montanhas da Cisjordânia é formada pelo deserto do Negueb – também chamado de deserto de Sin -, pela serra de Judá, na Judeia, pela serra de Efraim na Samaria e pela serra da Galileia, na Galileia. No deserto do Negueb encontram-se duas cidades importantes para a história de Israel: Cades Barne (Dt 9,23) e Bersabeia (Gn 46,1).
A serra de Judá é formada por uma cadeia de montanhas que chega a 1.020 m de altura. Começa em Bersabeia, ao sul, e termina um pouco depois de Jerusalém. Próximo ao mar morto, encontra-se o deserto ao Judá ( Js 16,1; Mt 3,1), onde pregou João Batista e se formou a comunidade de Qumran. As cidades importantes dessa região são: Hebron, Belém e Jerusalém. Hebron foi o primeiro centro do poder de Judá (2Sm 2,1-14). Belém é considerada o lugar de origem da família de Davi (Rt 1,1; 4,22; 1Sm 16,1). Jerusalém passou a ser o centro religioso e político após a unificação das tribos, sob o reinado de Davi (2Sm 5,5).
A serra de Efraim, na Samaria, chega a uma altitude de 300 a 900m (Jz 17,1; 1Sm 1,1). Nessa região situa-se o planalto central com cidades importantes como Betel, Silo, Siquém, Tersa, Samaria, Dotain e outras. A cidade de Betel era importante por seu santuário, sobretudo no período dos patriarcas (Gn 12,8; 13,3-4; 28,19). Foi centro de reunião das tribos, no tempo dos juízes (Jz 20,18). Depois, cidade escolhida por Jeroboão I como centro religioso do reino de Israel na sua parte sul (1Rs 12,29). Silo também era lugar de reuniões no mesmo período (Jz 21,19; Js 22,9.12). Em Siquém, lugar de um santuário muito antigo (Gn 12,6), realizou-se a assembleia da confederação das tribos, segundo Js 24. Ali se estabeleceu o rei Jeroboão após a separação do Reino Unido (1Rs 12,25). Tersa e Samaria foram capitais do Reino do Norte (1Rs 14,17) no período de Jeroboão a Omri (Onri) (910-870 a.E.C). Samaria foi a segunda (1Rs 16,24).
A serra da Galileia situa-se entre a serra de Efraim na Samaria e as montanhas do Líbano, ao norte. Compreende a planície de Jesrael ou Esdrelon. É uma região fértil e a maior extensão cultivável de Israel. Foi o cenário de grandes lutas na história do povo. Nela se localizam importantes montes, como o Gelboé (1Cr 10,8) e o tabor (Jz 4,6). A altitude das colinas vai de 60 a 1.200m. Cidades importantes: Nazaré e Caná. Na região próxima ao Mediterrâneo, há um clima agradável: frio no inverno e moderado no verão.
 A fosse jordânica: as águas que ouviram a voz de Jesus
A fossa jordânica ou depressão de Jordão é formada por uma falha geológica que desce do norte em direção ao sul. Inicia na região sírio libanesa acima do nível do mar e chega ao seu ponto mais baixo no mar Morto, formando a maior depressão da Terra. Estende-se ao longo da África oriental (Etiópia, Kênia, Tanzânia). Essa Falha é fruto de um cataclismo sísmico da pré-historia. Por isso, é uma região sujeita a terremotos. A fossa Jordânica começa ao norte, nas montanhas do Líbano e antilíbano. É formada pelo rio Jordão, lago de Hule, lago de Genesaré, Mar Morto e Arabá.
O rio Jordão (Js 3,1; Mt 3,6) nasce aos pés do monte Hermon (2.840 m), com mais de 60 m de altitude, e desce formando o lago de Hule e o lago de Genesaré, este com um nível de 210 m abaixo do nível do mar. Ele possui 300 km de comprimento e 180 km em linha reta. A vazão média do Jordão é de 95m³ por segundo e esse volume é menor ainda no período da seca. O lago de Hule tinha o comprimento de 13 km por 5 km de largura e uma profundidade de 4,5 m. A superfície era de 14 km². Foi extinto por volta de 1950 e transformado em Parque Nacional.
O lago de Genesaré (Lc 5,1) recebe também o nome de mar de Tibaríades (Jo 21,1) ou ainda mar da Galileia(Jo 6,1). Esse lago foi o palco da atividade de Jesus e muitas vezes citado nos evangelhos. Tem 20km de comprimento, 12km de largura e 40m de profundidade. O clima próximo ao lago é tropical e úmido, agradável e primaveril no inverno, e muito quente no verão.
O mar Morto (Ez 47,8), conhecido no Primeiro Testamento como mar salgado (Dt 3,17), é um grande lago no qual desemboca o rio Jordão. Chama-se mar Morto porque nele não existe vida por causa da alta quantidade de sal, que chega a 27%. Tem 76km de comprimento, 15km de largura e sua superfície é de 920km². Encontra-se aproximadamente a 396m abaixo do nível do mar. Chega a uma profundidade de até 400m ao norte e 3m ao sul. Esse é o ponto mais baixo da terra. O calor nas proximidades do lago é sufocante. Sua evaporação diária era de 6 a 9 milhões de metros cúbicos. Hoje esse quadro está mudando. As águas dos rios Jordão e Arnon estão sendo cada vez mais utilizadas para a agricultura e não chegam mais a compensar o grau de evaporação; desse modo, o nível de água tende a baixar.
Nas proximidades do mar Morto há desertos como o de Judá e oásis como Engadi e Zoar.
Arabá, ao sul, compreende uma região desértica ao longo da qual se prolonga a depressão do mar Morto até o golfo de Ácaba, passando por entre as montanhas do Negueb e de Edom. Ao longo da Fossa Jordânica situam-se cidades importantes como Dã, Cafarnaum, Tiberíades, Jericó...
A região das montanhas da Transjordânia: frio, chuvas e neve
A Transjordânia é uma região montanhosa semelhante à Cisjordânia, dela separada pela fossa Jordânica. As montanhas têm de 600 a 2000m, a leste do Jordão, desde a Galileia até o sul do mar Morto. Nela se encontra também o planalto oriental nas proximidades da região de Galaad. As chuvas são abundantes nessa região e favorecem a agricultura e a criação de ovelhas e bois. O clima é quente e seco no verão e mais ameno nos lugares altos. No inverno é frio e chuvoso, com frequentes e abundantes nevadas. A Transjordânia é uma região muito fértil. Ela sempre foi causa da grande rivalidade entre os poderosos que nela dominaram e se tornou alvo de muitas advertências dos profetas (Am 4,1; Mq 7,14).
Do lado da Transjordânia nascem três rios importantes: o Jarmuc ao norte; o Jaboc, ao centro (Gn 32,23); o Arnon (Dt 2,24) e a torrente de Zaret (Nm 21,12), ao sul. Entre eles se situam importantes regiões da Transjordânia, atual Jordânia. Ao norte do rio Jarmuc, localiza-se a região de Basã (Dt 3,10); entre o rio Jarmuc e o Arnon, a região de Galaad (Dt 3,12), ao centro; entre o rio Jarmuc e o Arnon, a região de Amon (Dt 3,16); entre o rio Arnon e a torrente de Zared, a região de Moab (Dt 2,9). Nela se encontra a cidade de Mádaba, que traz no chão da igreja de São Jorge o primeiro mapa gráfico da terra de Israel. Próximo dela fica o monte Nebo, sobre o qual, segundo a tradição bíblica, Moisés morreu. Ao sul da torrente de Zared se encontra a região de Edom (Dt 2,1-14) e de Madiã (Ex 2,15).
A região de Edom é arenosa e rósea, e situa-se ao sul do mar Morto. Nessa região está a cidade arenosa de Petra, dos nabateus, esculpida na rocha.
Pela Transjordânia passa a segunda estrada mais importante da região que começa no golfo de Ácaba, sobe a região, que começa no golfo de Ácaba, sobe a região de Arabá passando por Edom, Moab, Amon e liga-se com a Síria e a Mesopotâmia. É chamada de estrada Real (via Regis; cf. Nm 21,22). Em seu trajeto, liga-se a outras estradas secundárias do Egito e de outras regiões.
Israel e Brasil: terras semelhantes e diferentes
O relevo das quatro regiões naturais da terra de Israel é muito diversificado. Na região litorânea predominam as planícies; na Cisjordânia e Transjordânia, as serras e planaltos; no vale do Jordão, uma grande depressão. Apesar dessa diversidade do relevo, encontramos semelhanças com o Brasil. Como na terra de Israel, o relevo brasileiro é formado por planícies, planaltos e serras. As planícies predominam na região próxima do rio Amazonas, no pantanal mato-grossense e em menor proporção no litoral, Os planaltos se estendem por todo o território nacional, enquanto as serras predominam no litoral e nas fronteiras ao norte do país.
No norte do estado do Amazonas, quase na fronteira com a Venezuela, na serra do Imeri, encontra-se o ponto mais alto do Brasil: o pico da Neblina, que chega a 3.014m de altitudes. As planícies marginais ao rio Amazonas apresentam uma originalidade: quase atravessando o continente de leste a oeste, são bastante niveladas, pouco acima do nível do mar. Ao entrar em nosso território, o rio tem uma altitude de 65m em relação ao nível do mar, percorrendo, em declive muito suave, seu longo curso de pouco mais de 3.000 km até atingir sua foz no oceano atlântico. A média de altitude das terras brasileiras está entre zero e 900 m, assemelhando-se mais à região central da Cisjordânia. Outra semelhança encontra-se entre a região do Nordeste brasileiro e a região sul de Israel, ambas são regiões áridas e com poucas chuvas.
Se há alguma semelhança entre Brasil e Israel nos aspectos naturais, há também grandes diferenças, como já se constatou, na extensão territorial, hidrografia e em outros elementos. Na terra de Israel a água é escassa, há poucos rios. O Jordão é o maior rio do país, mas, comparado a muitos rios do Brasil, é um riacho. Os rios brasileiros são inúmeros e parte deles é utilizada para navegação, hidrelétricas, reservatórios de água e outras finalidades. O rio Amazonas está entre os maiores do mundo e tem 5.825km de comprimento, com uma largura média de 4 a 5 km, podendo chegar a 50km de margem a margem, durante as cheias.
Clima da terra de Israel e do Brasil
As montanhas, chuvas e ventos interferem muito no clima de Israel. Predomina o clima subtropical do Mediterrâneo. Duas estações são fortes e determinantes: o inverno e o verão. O inverno prolonga-se de novembro a março e caracteriza-se por abundantes chuvas e pelo frio. Sobre as montanhas chega a cair neve, seguindo-se dias com neblina. O vento sul e oeste é responsável pelas chuvas que caem nesse período. O verão começa em maio e termina em setembro. A temperatura é quente e seca. A intensidade do calor do verão é amenizada pelos ventos frescos e secos que chegam da região Norte e Leste.
A primavera e o outono não são determinantes e têm curta duração. A primavera fica reduzida, aproximadamente, a abril, e o outono, a outubro. Na primavera e no outono os ventos que vêm da região Leste e Sul são quentes, secos e carregados de areia, por isso são prejudiciais ao ser humano, aos animais e à agricultura.
Israel é um pequeno país; seu clima é diversificado e tem semelhanças e diferenças com o clima do Brasil. Nos dois Países há duas estações que predominam: o inverno e o verão. Na terra de Israel, o inverno é frio e chuvoso; no Brasil, é chuvoso e quente nas regiões Norte e Nordeste, frio e seco na região Central e frio e chuvoso no Sul. O verão em Israel é quente e seco; no Brasil, em algumas regiões também é quente e seco; em outras, chuvoso e quente.
O orvalho e o povo: uma benção de Deus para a terra
No Brasil conhecemos o orvalho, mas não na intensidade daquele que cai em Israel. O fenômeno do orvalho é comum e profuso. Tem uma função importante nessa região, onde a chuva é escassa. Durante a noite, o orvalho cai abundantemente (Jz 6,37-40) a ponto de umedecer a terra, favorecendo uma vegetação rasteira nas estepes e no deserto. É mais intenso na região costeira, proporcionando uma temperatura agradável no verão e amenizando o problema da água, sobre tudo no tempo das secas.
Mesmo assim o orvalho não era tão abundante a ponto de ser retido em cisternas e poços. Estes eram cavados em terreno rochoso para reter as águas das chuvas, ou na terra, até atingirem um veio d’água, e utilizados especialmente pelos pastores nômades, para si mesmos e para os rebanhos. Na Bíblia encontramos diversos textos que falam da disputa entre pastores e pastoras pelos poços d’água (Gn 21,25; 26, 18-22). Eles se tornaram no passado lugares de encontro, principalmente entre os jovens pastores e as moças que iam tirar água. Isaac (por intermédio do servo Eliezer), Jacó e Moisés (Gn 24,11.14-15;29,1-18; Ex 2,15-21) encontraram junto a esses poços suas esposas. No Segundo Testamento é muito conhecido o encontro de Jesus com a Samaritana junto ao poço de Jacó (Jo 4,6-7). Hoje os poços são mais utilizados no interior, sobretudo nas regiões onde a água para vegetação é escassa, como no sertão do Nordeste Brasileiro.
Minerais da terra de israel e do Brasil
Na terra de Israel não existiam minas de ouro e prata; esses metais chegavam por meio dos povos vizinhos, coo o Egito (Ex 32,4), a Fenícia e Ofir, de onde o rei Salomão, segundo a tradição bíblica, importou ouro e “fez com que a prata fosse tão comum em Jerusalém quanto as pedras” (1Rs 10,21-27). O cobre, metal mais abundante no antigo Israel, era extraído das minas mediante aquecimento. A área de mineração de cobre se encontra na região desértica entre o mar Morto e o golfo de Ácaba. Em timna, cerca de 20km ao norte de Elat, foram encontradas galerias subterrâneas ainda anteriores ao rei Salomão.
O uso do ferro se difundiu lentamente em Israel. No tempo de Davi e Salomão, os israelitas começaram a produzir utensílios de Ferro. Outros recursos minerais da região eram as pedras de alvenaria, argila, betume e areia, além dos elementos químicos encontrados na região do mar Morto, como o potássio e o magnésio.
O solo brasileiro é pródigo de riquezas minerais segundo as diferentes regiões: no Norte, há petróleo, ouro, cassiterita, bauxita, manganês e ferro. No Nordeste, há sal e petróleo, No Sudeste, há ferro, manganês, cassiterita, petróleo, minerais atômicos, sal e bauxita. No Sul, há carvão mineral e cobra. No Centro-Oeste, há cassiterita, níquel, ferro e manganês.
A fauna da terra de Israel e do Brasil
Em Israel são conhecidas muitas espécies de animais. A Bíblia traz nomes de animais selvagens, de carga, de criação, aves de rapina e migratórias. Entre os animais selvagens destacam-se: urso (1Sm 17,34-36), raposa (jz 15,4), chacal (Jr 9,10), leopardo ( Is 11,6), Leão (Ap 5,5), lobo (Mt 7,15), cervo e gazela (Ct 2,8-9). Entre os animais de carga, são mais conhecidos na Bíblia o jumento (Zc 9.9; Nm 22,21), o mulo (Ez 27,14), o camelo (Jó 1,3) e o cavalo (Est 6,8-11). Os animais de criação conhecido nos textos bíblicos são: ovelhas, cabras (Jo 10.1-12; Mt 25,32) e gado bovino (Lv 1,2-5). A Bíblia menciona cerca de 50 espécies de aves, muitas das quais de difícil identificação. Entre as aves de rapina, são conhecidas a águia (Is 40,31), a coruja (Is 24,11) e o corvo (1Rs 17,4). E entre as aves que serviam de alimentos. Citam-se a pomba-rola (Mt 3,16; 21,12), a perdiz (1Sm 26,20), a codorniz (Ex 16,13) e o pardal (Lc 12,6-7).
Há uma fauna variada tanto em Israel como no território brasileiro. Este é dividido em sete ecossistemas: mata amazônica, mata atlântica, pinheirais, manguezais e restingas, cerrado, caatinga e pantanal. Cada um desses ecossistemas contém uma fauna abundante e características em mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, equinodermos, artrópode, moluscos e outros.
 A flora da terra de Israel e do Brasil
A Bíblia menciona muitas espécies de plantas, algumas bem conhecidas, outras de difícil identificação. Entre os cereais mais conhecidos aparecem favas, lentilhas, cevada, trigo (2Sm 17,28; Ex 9,31-32) e painço. O linho servia para fabricar roupas e envolver cadáveres (Ex 26.1; Jo 20,6). O papiro servia para a escrita e a fabricação de cestos, sandálias e embarcações (Is 18,2; Ex 2,3).
Havia plantas usadas para temperos: canela (Ct 4,14), cominho (Mt 23,23), hissopo (Jo 19,29) e mostarda (Mt 13,31-32). Plantas medicinais e perfumes: incenso (Mt 2,11), mirra (Mc 15,23), nardo (Jo 12,3), absinto e fel. Entre as plantas silvestres: lírio do campo (Mt 6,28), ervas daninhas e joio (Mt 13,24-30).
As árvores e arbustos frutíferos importantes, nomeados pelo povo de Israel, são: amendoeira (Jr 1,11), figueira (Jo 1,48; Ct 2,13), sicômorro (Am 7,14; Lc 19,4), mamoneira (Jn 4,6), oliveira (Jz 9,8), palmeira (tamareira) (Jo 12,13), romãzeira (1Rs 7,20; Ct 6,11) e videira (Nm 13,20; Jo 15,1). As árvores e arbustos não frutíferos: acácia (Ex 25,10), cedro (1Rs 7,12), Mirto (Is 41,19), cipreste (1Rs 5,22), carvalho (Is 2,13), terebinto (Os 4,13), salgueiro (Is 15,7) e álamo (Gn 30,37). A maior parte das plantas é conhecida no Brasil. Grande parte delas pode ser encontrada na floresta amazônica, na mata atlântica, na mata de araucária, no pantanal, nos pampas, no cerrado e na caatinga.     São as grandes regiões onde se encontra uma vegetação características em nosso país.
Na floresta amazônica as árvores são de grande porte e predominam o castanheiro-do-pará, a copaíba, a seringueira, o guaraná e a baunilha. Na mata atlântica há predomínio do ipê, da peroba do jacarandá e do pau-brasil. A mata araucária possui o pinheiro-do-paraná e o pinho.
O pantanal apresenta uma vegetação variada e de pequeno porte. Os pampas e cerrados têm uma vegetação rasteira propícia para a criação do gado. A caatinga caracteriza-se pelos cactos e arbustos de pequeno porte.
Conclusão
Israel e Brasil, terras santas onde pisou o povo de Deus de ontem e de hoje. Neste estudo sobre as terras bíblicas, tivemos uma visão geral da terra de Israel e a possibilidade de relacioná-la com o Brasil, nas semelhanças e diferenças. Situamos as duas terras geograficamente, com a respectiva extensão territorial, condições naturais de relevo, clima, hidrografia, flora e fauna.
O estudo integrado entre os dois países possibilitou uma leitura situada da terra de Israel, comparada com a realidade brasileira, que conhecemos. Conscientes de que a realidade geográfica determina e influencia as condições de vida de um povo, concluímos que, se podemos chamar Terra Santa a terra de Israel, podemos igualmente chamar Terra Santa toda a terra onde pisa o povo de Deus de ontem e de hoje.

O que faz com que a terra seja santa é o presente que Deus dela fez a seus filhos e filhas que ontem e hoje nela vivem e fazem história. O ser humano é obra-prima de Deus Criador que “fez o céu e a terra” e os destinou como morada presente e futura para todos e todas. Deste modo a terra de Israel, a nossa terra, como as terras ocupadas pelos demais povos são igualmente sagradas. Neste estudo, conhecemos a terra de Israel. Agora vamos conhecer o povo que nela se formou durante o período das tradições orais (Próximo texto). 

MOMENTO COM A PALAVRA DE DEUS 03.12.14


4ª FEIRA da 1ª SEMANA Advento

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 15,29-37
Naquele tempo:
29Jesus foi para as margens do mar da Galiléia,
subiu a montanha, e sentou-se.
30Numerosas multidões aproximaram-se dele,
levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos,
e muitos outros doentes.
Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou.
31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando,
os aleijados sendo curados,
os coxos andando e os cegos enxergando.
E glorificaram o Deus de Israel.
32Jesus chamou seus discípulos e disse:
'Tenho compaixão da multidão,
porque já faz três dias que está comigo,
e nada tem para comer.
Não quero mandá-los embora com fome,
para que não desmaiem pelo caminho.'
33Os discípulos disseram:
'Onde vamos buscar, neste deserto,
tantos pães para saciar tão grande multidão?'
34Jesus perguntou: 'Quantos pães tendes?'
Eles responderam: 'Sete, e alguns peixinhos'.
35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão.
36Depois pegou os sete pães e os peixes,
deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos,
e os discípulos, às multidões.
37Todos comeram, e ficaram satisfeitos.
e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.
Palavra da Salvação.

Todas as promessas que foram feitas no Antigo Testamento a respeito de Jesus começam a ser realizadas. Jesus cura todas as deficiências, de modo que as pessoas, além de não serem mais escravas do mal que possuíam, também podem ser novamente inseridas na vida social, deixando de ser excluídas e dependentes do auxílio dos demais. Jesus também multiplica os pães mostrando que Deus quer a saciedade de todos e que não quer entre os homens a fome e a miséria, pois o Reino de Deus é o reino da abundância de bens e de dons.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

MOMENTO FORMATIVO COM A PALAVRA DE DEUS V




Israel: uma terra pequena que recebe de Deus um grande nome

Vamos conhecer neste tema os diferentes nomes que a terra de Israel recebeu, seus limites.
            No decorrer da história, tanto no Brasil quanto em Israel receberam nomes diferentes. Brasil não foi o primeiro nome do nosso país. Seu primeiro nome foi Ilha de Vera Cruz; o segundo Terra de Santa Cruz e, finalmente Brasil. Três nomes diferentes dados sucessivamente, no espaço de poucos anos. Por sua vez, a terra de Israel recebeu mais de três nomes no decorrer de sua longa história: Retenu, Canaã, Terra de Israel, Palestina, Reino de Israel, Reino de Judá, Palestina, Terra Prometida, Terra Santa e, a parir de 1947, Estado de Israel. Nomes diversos dados ao mesmo lugar. Cada um deles indica períodos históricos e tamanhos territoriais diferentes. Quando estudamos as grandes etapas da história do povo de Israel, vamos usar o nome que melhor corresponda a cada período.
            Retenu foi o primeiro nome dado à terra de Israel, ainda no segundo milênio a.E.C; na época, correspondia ao território de Israel e da Síria.
            Por volta de 1500 a.E.C. a região era conhecida pelo nome de Canaã e abrangia também a Fenícia. A Bíblia também se refere a Canaã em êxodo  e em Juízes (Ex 15,15; Jz 5,19) e seus habitantes, os canaanitas ou cananeus, em Gênesis (Gn 12,6;13,7).
            O nome Palestina é conhecido por volta do ano 1250 a.E.C. É atribuído aos filisteus, habitantes que ocupavam a parte sul da costa mediterrânea. Seu território se estendia desde Gaza até a cidade de Bíblos, na Fenícia. Oficialmente o nome Palestina foi dado a todo o território, pelos romanos, a partir de 132-135 E.C., incluindo a tradicional Judeia.
Os nomes Reino de Israel e Reino de Judá correspondem a um pequeno período da história do povo da Bíblia, de 931 a 587 a.E.C., quando o reino de Salomão se dividiu em dois. O Reino de Israel situava-se na região Norte. E o reino de Judá, na região Sul. Outro nome dado a essa região é País ou Terra de Israel, segundo os dados bíblicos em 1Sm 13,19. Esse nome aparece não só na Bíblia, mas também nos escritos rabínicos do primeiro século da era cristã.

Na bíblia, encontram-se outras expressões referentes à terra de Israel; elas carregam predominantemente um sentido teológico: Terra Prometida; Terra Santa; Herança de Deus (Cf. Gn 12,7; 13,14-17, Ex 23,30), antepassados do povo de Israel, Abraão Isaac e Jacó. Os livros de Josué e dos Juízes apresentam a ocupação da terra de Israel pelas doze tribos, uma prova de que Deus deu esta terra a seu povo, de que realizou sua promessa (Hb 11,9). Era Terra Santa, porque era lugar sagrado onde Deus se manifestava (Gn 21, 16-17; Ex 3,5-6; Js 5,15). Israel é o santuário do Senhor, porque é a terra de Deus (Is 14,2; Os 9,3). Se um Israelita era expulso da de sua terra não podia honrar seu Deus (1Sm 26,19), como também o estrangeiro que quisesse honrar a Deus devia carregar um pouco da terra de Israel (2Rs 5,17). A terra de Israel é herança de Deus porque é propriedade de Deus dada por ele a seu povo (Js 22,19). Este devia se considerar estrangeiro, peregrino, hospede na terra de Deus. Poderia usufruir dela, mas não era seu dono absoluto (Lv 25,23). A partir de 1947 esta terra é conhecida pelo nome de Estado de Israel. 

MOMENTO COM A PALAVRA DE DEUS 02.12.2014



3ª FEIRA da 1ª SEMANA Advento
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10,21-24
21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse:
'Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes,
e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
22Tudo me foi entregue pelo meu Pai.
Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai;
e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.'
23Jesus voltou-se para os discípulos
e disse-lhes em particular:
'Felizes os olhos que vêem o que vós vedes!
24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver
o que estais vendo, e não puderam ver;
quiseram ouvir o que estais ouvindo,
e não puderam ouvir.'
Palavra da Salvação.


Junto com a transfiguração, este é um momento culminante do evangelho. Uma alegria sobre-humana, infundida pelo Espírito Santo, brota incontida e se expressa nessa confissão. Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação da graça divina e reconhecemos a presença de Jesus em nossas vidas. Felizes somos todos nós que aceitamos de bom coração esta presença e acolhemos Jesus. Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação do Espírito Santo de modo que, conduzidos por ele, renunciamos à sabedoria do mundo como um fim em si e aceitamos o mistério que nos abre para as realidades eternas e imutáveis. Felizes somos todos nós que somos amados por Deus que, a partir da revelação que nos vem por Jesus, nos permite viver conscientemente aqui na terra as realidades do céu.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O CONVITE CONTINUA...


O CONVITE CONTINUA...
Para o nosso leitor atento estamos publicando neste blog uma sequência de textos de caráter formativo. São textos de formação bíblica com inspiração na coleção “visão global da Bíblia” do Serviço de Animação Bíblica – SAB das Paulinas. O critério de escolha desse material foi a acessibilidade que ele proporciona no estudo pessoal. São textos simples e profundos, algo que só os grandes gênios são capazes de fazer, ou seja, tratar um conteúdo forte e profundo com uma leveza tremenda.
Nesse sentido podemos nos perguntar também qual a motivação dessa inciativa. Ora, vou tentar descrever aqui aquilo nos inspira e nos motiva: muitas pessoas – e talvez você – têm a Bíblia e a colocam num lugar de destaque em sua casa; outros fazem dela um livro de cabeceira; outros ainda, a leem engajadas na caminhada de fé de sua Igreja, seguindo suas orientações. Muitas, ao lê-la, sentem dificuldade de entendê-la e a consideram misteriosa, complicada, difícil. Alguma das passagens bíblicas até despertam medo. Por isso, a leitura, o estudo, a reflexão, a partilha e a oração ajudam a despertar maior interesse nas pessoas; na leitura diária elas descobrem a Palavra como força que as leva a ver a realidade com novos olhos e a transformá-la.
            É um singelo convite a aproximar-se mais ainda da Palavra de Deus. Assim como Deus disse a Moisés quando o convidou para uma conversa: “Tira as sandálias” (Ex 3,5). Aproximar-se da Bíblia como ‘os pés descalços’, assim como as crianças gostam de andar, é entrar nela e senti-la com todo ser, permitindo que Deus envolva nossa capacidade de compreender, sentir, amar e agir.
            Para entrar em contato com o Deus da Bíblia, é indispensável “tornar-se criança”. É “preciso tirar as sandálias”, despojar-se do supérfluo e sentir-se totalmente pessoa, chamada pro Deus pelo nome, para se aproximar dele, reconhece-lo como nosso Go’el, nosso redentor, e ouvi-lo na linguagem humana.
            A escrita, a leitura e a reflexão são como as sandálias e o bastão de Moisés: podem ajudar na caminhada até Deus, mas, quando se ouve a voz dele chamando para conversar, não se leva nada. Vai-se só, isto é, sem preconceitos nem resistências: “como criança”, de pé descalços.

            Como mencionei isto é um convite singelo e gentil para o mergulho profundo e frutuoso na Palavra de Deus. Desejo a todos muito bom proveito no CAMINHO COM A PALAVRA DE DEUS, QUE É VIVA E EFICAZ.